José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas seguem presos
A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção de José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas, que são suspeitos do atentando contra o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal, Cabo Deyvison (PL), e da morte do assessor Alyson Dyego.
Os dois suspeitos foram presos na terça-feira, 16, quando viajam de táxi para Fortaleza (CE). Segundo a Policia Civil, os suspeitos confessaram participação no crime, porém, os seus advogados de defesa negam que eles tenham assumido a autoria do ataque criminoso.
José Antônio e Vinícius Gabriel passaram por audiência de custódia, por meio virtual, conduzida pelo 7º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias da Comarca de Maracanaú (CE). A defesa pediuo relaxamento da prisão, alegando falta de elementos mínimos de autoria e apontando lesões corporais em Vinícius Gabriel, mas foi negado.
O juiz Victor Nogueira Pinho, responsável pela decisão, não aceitou os argumentos, e considerou que as escoriações são compatíveis com a fuga por área de mata fechada.
O magistrado ainda destacou a “altíssima periculosidade e a audácia da dupla.” Um dos envolvidos, José Antônio da Costa, já é condenado pela Justiça e possui histórico de execução criminal ativo.
“A manutenção dos flagranteados em liberdade traz sérios riscos à ordem pública, ante a gravidade concreta dos fatos (…), posto que os autuados perpetraram um homicídio qualificado consumado e uma tentativa de homicídio contra um agente de segurança pública dentro de uma Unidade Básica de Saúde, demonstrando total desprezo pela vida humana”, sentenciou o juiz.
Segundo noticiou o jornalista Bruno Barreto, a comarca cearense declinou da competência do processo, determinando o envio imediato dos autos para a Vara Criminal competente em Mossoró (RN), local onde os crimes principais foram consumados e onde continuará a tramitação da instrução processual do caso.
ARMAS
A polícia apreendeu um fuzil calibre 5.56 e uma pistola na comunidade da Maísa, zona rural de Mossoró, durante as investigações do atentado contra o vereador e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL). No ataque ocorrido na noite de segunda-feira, 15, na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, o assessor Alyson Dyego, atingido por disparos, morreu no local.
A localização das armas ocorreu após o compartilhamento de informações entre as forças de segurança. Equipes realizaram diligências na região e encontraram o material bélico.
O armamento foi encaminhado para perícia técnica. Segundo a Polícia Militar, o objetivo é identificar se as armas possuem alguma ligação com o atentado que deixou o vereador ferido e provocou grande repercussão no município.
A análise também deverá verificar se o fuzil e a pistola foram utilizados em outros crimes registrados na região Oeste do estado.
As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos na ação criminosa e esclarecer as circunstâncias do atentado.

O caso
O vereador Cabo Deyvison foi atacado a tiros quando fazia uma transmissão ao vivo (live) em frente à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, zona leste de Mossoró. Ele foi atingido nas pernas, socorrido na UPA e transferido em seguida para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Na terça-feira, o vereador passou por cirurgia para retirada de um projétil no joelho. Seu quadro de saúde é estável.

No atentado, o assessor do vereador, cinegrafista Alyson Dyego, foi atingido com tiro na nunca e morreu no local. Dyego trabalhava com Deyvison desde o início do mandato, em 2025, e era responsável pela gravação de vídeos para as redes sociais do vereador. O seu corpo foi sepultado na terça-feira.
No leito do Hospital Tarcísio, Cabo Deyvison tem se comunicado com a população por meio de suas redes sociais. Em um dos vídeos, ele disse que não descarta qualquer linha de investigação do atentado, seja por ação de facções criminosas ou por motivação política.
“Nada está descartado, de envolvimento político e facção. Vamos acompanhar passo a passo a investigação”, disse.
Em outra gravação, o vereador chamou a atenção para a violência contra ele, sugerindo que a ação criminosa foi um meio para tentar calar a sua boca:
“Em 14 anos de polícia nunca sofri um atentado. Em um ano e meio como vereador, este é o segundo. Venho fiscalizando, dando vez e voz ao povo da periferia. Como estou defendendo o direito do nosso povo, sou atacado. Isso é terrorismo.”
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