Álvaro Dias e Rogério Marinho durante coletiva à imprensa nesta sexta-feira
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder do Partido Liberal no Rio Grande do Norte, afirmou nestasexta-feira (9) que a legenda não irá apoiar a candidatura de Allyson Bezerra (União) no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado. A decisão ocorre após uma tentativa de aproximação entre as duas campanhas.
Segundo Rogério, o PL foi procurado pelo candidato, mas a negociação não avançou porque Allyson não assumiria apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência da República.
“Uma vez que nós fomos procurados pelo candidato Allyson Bezerra e nós dissemos a ele que poderíamos apoiá-lo, já que nós não vamos votar no PT, mas ele nos colocou que não tinha como assumir a candidatura do Flávio Bolsonaro”, afirmou.
O senador disse que, diante da posição de neutralidade adotada por Allyson, o partido também decidiu não declarar apoio formal à candidatura do ex-prefeito de Mossoró.
“Então, entendendo e respeitando a sua posição de neutralidade, nós não seremos neutros. Cada um dos representantes aqui do PL tem a disposição de ou não participar do processo, conforme a posição estadual, ou entender e votar no próprio ato”, declarou.
Rogério Marinho afirmou ainda que o partido não apoiará o candidato do PT, Cadu de Lula, mas também não irá formalizar apoio a Allyson.
“E, claro, não iremos votar no PT, mas como partido não iremos endossar a sua candidatura, já que ele não vai endossar a candidatura do Flávio Bolsonaro”, disse.
Apoio a Álvaro Dias
Durante a declaração, o senador também citou o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), que ficou fora do segundo turno, como o nome que o PL gostaria de ter nas urnas para a disputa estadual.
“A opção que nós gostaríamos de ter nas urnas, a garantia do futuro, está aqui do nosso lado. É Álvaro Dias, ex-prefeito da cidade do Natal, alguém competente, experiente”, afirmou.
Rogério também fez críticas à atual gestão estadual e atribuiu ao PT a responsabilidade pelos problemas enfrentados pelo Rio Grande do Norte nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e segurança.
“Nós estamos falando de oito anos de Partido dos Trabalhadores que dizimou, como uma nuvem de gafanhotos, a estrutura e a capacidade que o Estado tem de reagir”, declarou.
Ao final, o senador afirmou que o grupo seguirá mobilizado em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e que os integrantes do PL no Estado terão liberdade para definir sua participação no segundo turno estadual.
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