Expedito Ferreira no Cafezinho com César Santos
O Dr. Expedito Ferreira de Souza, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e pré-candidato pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, tomou o Cafezinho com César Santos na sede do Jornal de Fato.
Em longa conversa, Dr. Expedito avalia sua carreira na Magistratura, com extensa trajetória de serviços prestados ao povo do Rio Grande do Norte, iniciada em Mossoró, por onde se credencia a ser um representante da cidade no Legislativo Estadual.
Nesta entrevista, ele responde sobre qual postulação ao Governo do Estado o seu partido apoiará nas eleições de 4 de outubro, o que o motiva a buscar um mandato de deputado estadual depois de mais de cinco décadas servindo ao Rio Grande do Norte, dentre outros temas.
Confira:
Vamos começar o nosso bate-papo com uma avaliação da sua carreira na Magistratura do Rio Grande do Norte.
Vim de Alexandria, uma cidade pequena do Alto Oeste do Rio Grande do Norte. Tenho origem em família humilde. Cheguei a Mossoró aos nove anos de idade para estudar no Colégio Diocesano Santa Luzia, trazido pelo saudoso padre Sátiro Cavalcanti Dantas, onde concluí o 1º e o 2º graus. Depois fui para Natal ingressar na Polícia Militar, onde permaneci por dez anos. Desse período, passei oito anos em Pau dos Ferros, no 2º Batalhão. Retornei a Natal e concluí o curso de Direito, pois meu sonho sempre foi ser juiz. Temos referência na família Nunes, que tem origem na minha região, é uma das que possui o maior número de bacharéis e advogados do estado. Tivemos nomes como Licurgo Nunes e Israel Nunes, que atuaram como advogados na região. Licurgo Nunes, inclusive, foi desembargador e presidente do Tribunal de Justiça.

Como foi o seu início na Magistratura?
Fiz concurso para as comarcas de Upanema, Martins, Pau dos Ferros e Mossoró, onde tive a grata satisfação de atuar durante 18 anos como juiz de Direito. Foram dez anos na Polícia Militar e 44 anos na Magistratura, onde exerci cargos importantes como trabalho reconhecido pela população do meu estado. Fiz muitos amigos em Mossoró, servi à cidade e ao povo do Rio Grande do Norte. Quando me aposentei, há cerca de um ano, encontrei um novo desafio, pois ainda tenho muita vontade de trabalhar, contribuir, ajudar e continuar servindo ao povo do meu estado. A minha pré-candidatura a deputado estadual nasce dessa disposição.
Foram quase duas décadas em Mossoró como juiz de Direito. O que Mossoró representa na sua carreira profissional?
Foi aqui em Mossoró que passei dezoito anos da minha trajetória e construí muitas amizades. A cidade representou muito na minha formação como magistrado e como pessoa. Sempre mantive meu gabinete aberto para todos que me procuravam, especialmente para a população mais carente. Conquistei amizades na política, na Magistratura, no comércio, na indústria e no setor salineiro. Conquistei muitos amigos em Mossoró.

Como surgiu esse projeto de entrar para a política e disputar um cargo eletivo nas eleições deste ano?
Aposentei-me há um ano, após 44 anos de serviço. Recebi o convite do PSDB e encarei isso como um grande desafio, porque nunca fui político. Entendi que ainda tenho muito a contribuir depois de mais de quatro décadas servindo ao Rio Grande do Norte. Escolhi ser candidato a deputado estadual porque pretendo servir, e não ser servido pela política.
Esse propósito de continuar servindo à população do Rio Grande do Norte certamente envolve algumas prioridades. O senhor já definiu quais áreas nortearão um eventual mandato?
Primeiro, a segurança pública. Depois, saúde, educação e estradas. Passei 44 anos aplicando a lei e, por isso, conheço o funcionamento das instituições e sei onde as fiscalizações devem ser realizadas. A segurança pública precisa ser tratada com prioridade e é isso que pretendo fazer caso seja eleito.
O seu partido ainda não definiu qual posição adotará nestas eleições nem qual candidato ao Governo do Estado apoiará. Como está essa discussão dentro do PSDB?
O presidente Ezequiel Ferreira, que também preside a Assembleia Legislativa, elevou o nome da Casa Legislativa do Rio Grande do Norte, que já recebeu diversos prêmios como uma das melhores do Brasil. Em conversa com os membros do partido, estamos avaliando os cenários. Ezequiel está conduzindo esse processo e sempre toma decisões acertadas. Acredito que o partido escolherá aquilo que for melhor para o Rio Grande do Norte.

Em entrevista recente, Ezequiel afirmou que o partido tomará uma posição conjunta após ouvir seus integrantes, mas que os candidatos poderão fazer escolhas individuais. O senhor seguirá a decisão partidária ou terá um projeto de palanque próprio?
Estou aguardando a definição do partido para avaliar o que será melhor para o Rio Grande do Norte.
Além da disputa pelo Governo do Estado, teremos eleições para deputado federal e duas vagas ao Senado. O senhor pretende caminhar alinhado com algum candidato a deputado federal? E quais nomes para o Senado defenderá?
Até o momento, o partido ainda não se definiu. O único candidato a deputado federal com quem me alinhei foi o Dr. Bernardo, em Alexandria, Parelhas e alguns outros municípios do estado. É possível que, em outras regiões, eu estabeleça parcerias com outros candidatos a deputado federal e ao Senado, porque meu projeto principal é ser deputado estadual e servir ao povo do Rio Grande do Norte.

Recentemente, o pré-candidato a deputado federal Kelps Lima passou a fazer duras críticas à atual bancada federal do Rio Grande do Norte e aos grupos políticos tradicionais do estado. Essa avaliação corresponde à realidade? Como o senhor analisa a Assembleia Legislativa e a bancada federal?
Coloquei meu nome como pré-candidato porque quero representar uma novidade na política, mas com a experiência de 44 anos servindo à população do Rio Grande do Norte. Acredito que deve haver renovação, sem dúvida alguma, tanto na bancada federal quanto na estadual.
Mossoró, cidade com a qual o senhor possui forte identificação, conta hoje com apenas um representante na Assembleia Legislativa e não possui representação na Câmara dos Deputados. Como o senhor pretende ocupar esse espaço e se tornar um representante legítimo da cidade?
Desde 1959, vivo praticamente em Mossoró. Passei aqui dezoito anos como juiz de Direito. Depois fui para Natal, onde atuei por vinte anos como desembargador, e posteriormente retornei à cidade. Coloco meu nome como pré-candidato para ser um dos representantes de Mossoró e de toda a região Oeste. É para essa população que estou apresentando minha candidatura, para os amigos que visitarei e para as lideranças com quem dialogarei ao longo desse projeto para a Assembleia Legislativa.
Quais são as perspectivas que o senhor tem para esse novo projeto político?
Estou colocando meu nome à disposição da população. Sou novo na política, mas já servi durante 44 anos ao povo do Rio Grande do Norte e construí muitas amizades ao longo desse período. Contribuí para importantes avanços no Tribunal de Justiça, onde fui vice-presidente, presidente do Tribunal Regional Eleitoral e diretor da Escola da Magistratura. Deixei uma extensa trajetória de serviços prestados ao Rio Grande do Norte.
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