Romeu Zema, pré-candidato a presidente
O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou na quarta-feira (22) que o STF está "podre". Segundo o ex-governador de Minas Gerais, a situação é resultado do atuação do governo que, em suas indicações à Corte, priorizou nomes próximos do presidente.
A declaração foi dada em entrevista coletiva na Câmara dos Deputados. Na última segunda-feira (20), o ministro do STF Gilmar Mendes pediu que fosse incluído no inquérito das fake news, que tramita sob sigilo na Corte sob relatoria de Alexandre de Moraes.
"Hoje, o Supremo está podre como está, porque foi para o Supremo o advogado do presidente. Advogado do partido do presidente. Ministro nomeado pelo presidente. Desse jeito, só faltou colocar filho, neto."
Zema afirmou que, durante os sete anos em que esteve no governo de Minas Gerais, não contratou ou beneficiou familiares. "O brasileiro está cansado. É Brasília aqui vivendo na riqueza, e o brasileiro vivendo na pobreza. São esses políticos, esses intocáveis, vivendo no luxo, e o brasileiro vivendo no lixo", declarou.
O ex-governador mineiro aproveitou o discurso para defender as mudanças institucionais que propõe em sua campanha. Segundo o pré-candidato, o Novo ampliará o poder do Senado na abertura de investigações e pedidos de impeachment, sem depender, em suas palavras, de um "presidente omisso".
Zema voltou a defender que futuros indicados ao Supremo tenham 60 anos ou mais, como forma de garantir maior maturidade e experiência, e criticou as decisões monocráticas da Corte, que, em sua visão, anulam deliberações do Parlamento por meio de "canetadas".
Impeachment
A bancada da oposição na Câmara dos Deputados, representada pelo PL e pelo Novo, se manifestou em apoio a Romeu Zema. Durante a entrevista, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição, anunciou que representou junto à Procuradoria-Geral da República. Segundo o líder da oposição, Gilmar "rasga a Constituição".
"A liderança da oposição vai protocolar o impeachment do ministro Gilmar Mendes, que, mais uma vez, rasga a Constituição. Iremos protocolar também, apesar de ser seu amiguinho, um pedido contra o engavetador-geral da República, o senhor omisso, o senhor prevaricador Gonet, que infelizmente foi aprovado novamente aqui no Senado Federal."
No documento, a liderança da oposição que a inclusão de Zema no inquérito das fakes news nega ao pré-candidato o direito à crítica, um direito elementar da democracia. "O Inquérito 4.781 tem servido de escudo inconstitucional contra qualquer ação legítima que exija prestação de contas por parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal, colocando-os numa dimensão absolutamente incompatível com o princípio republicano que inspira e dá forma à democracia brasileira", sustenta.
Fonte: Congresso em Foco
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