O Banco de Leite Humano de Mossoró movimentou as redes sociais nesta quinta-feira, 05, solicitando a doação de leite materno pelas mães que estão amamentando e que têm grande produção do alimento. Atualmente, as doações que são feitas ao Banco de Leite não suprem a demanda que existe na cidade, fazendo com que, em alguns momentos, o estoque fique zerado.
Edilene Torquato, coordenadora do Banco de Leite Humano, informou que a demanda diária de leite humano na cidade é de aproximadamente dois litros e que a maior parte deste alimento vai para a Maternidade Almeida Castro. No entanto, ainda conforme as informações da coordenadora, o banco de leite chega a receber apenas quatro litros de leite humano, por semana. “Essa conta não bate e, às vezes, ficamos com estoque zero”, informa.
Semanalmente, um carro a serviço do banco de leite vai até as residências das mães que fazem doações para recolher o alimento. Essa rota acontece sempre às terças-feiras. “Tem leite toda semana, devido a essa coleta semanal, só que o leite é insuficiente para a demanda da Maternidade Almeida Castro e para outros hospitais da cidade, quando há a necessidade. Às vezes, a Hapvida e o Hospital Wilson Rosado precisam de leite humano, mas a maior demanda é para a Almeida Castro, pelo fato de ter o serviço de neonatologia”, explica.
Edilene Torquato explica ainda que o objetivo do banco de leite de Mossoró é aumentar o número de mães doadoras do leite materno, e lembra a importância deste alimento para os bebês, principalmente para os que estão nas UTIs e não conseguem se alimentar por meio da mãe. “O leite materno é tão essencial para o bebê, principalmente para o bebê prematuro, quanto o antibiótico, quanto à incubadora. Um completa o outro”, relata.
“Por isso, essa necessidade gritante do leite humano, para poder alimentar essas crianças, tendo em vista que suas mães estão hospedadas nas maternidades, em uma situação de estresse, passando o puerpério em um ambiente hospitalar. Então, tudo isso demanda essa diminuição na produção de leite. Tem também o fato do bebê não estar sugando porque, geralmente, o bebê prematuro, ele não suga nos primeiros dias e isso faz com que essa produção não aconteça e não permaneça também. É aí onde entram as mães que estão nas suas casas, amamentando seus filhos, saudáveis, de fazer essa doação, porque não vai fazer falta pro bebê porque o peito dela está sendo estimulado; é diferente das mães que ficam com os bebês na maternidade, que nem sempre os bebês podem sugar o seio materno pela condição clínica”, argumenta a coordenadora do banco de leite humano.
Doadoras devem higienizar mamas e recipientes antes de retirar o leite
Para ser doadora, a mãe deve ser saudável, não fazer uso de drogas ilícitas (maconha, drogas em geral), estar amamentando o seu filho.
O leite deverá ser retirado em um local limpo, após higienização das mãos e antebraços com água e sabão, utilizando só água nas mamas.
Deve-se prender os cabelos, utilizar uma máscara ou um pano cobrindo a boca (para evitar que gotas de saliva contaminem o leite), esterilizar um frasco em vidro de café? solúvel ou maionese com tampa plástica rosqueável (retirar o papelão da tampa, lavar e ferver o vidro e a tampa por 10 minutos e emborcar em um pano limpo até secar); massagear as mamas, desprezar os primeiros jatos e começar a coletar no frasco.
Ao terminar, identificar com o nome completo, data do parto e data da coleta e colocar no congelador. Pode ser colocado no mesmo frasco leite de dois dias (coletar em outro recipiente e preencher o do congelador).
O leite deve ser enviado ao Banco de Leite ou Maternidade Almeida Castro dentro de caixa térmica (não colocar gelo caseiro se o leite estiver congelado) e com cópia do cartão de pré-natal.
As mães que pariram há mais de seis meses deverão ir até a Maternidade realizar as sorologias (HIV, sífilis e hepatites) para poder doar.
A coleta do leite no domicílio acontece toda terça-feira das 08 às 11 horas pela Maternidade Almeida Castro e Banco de Leite Humano.
Tags: