A maior participação ficou com a produção de leite
Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato
A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que o valor de produção dos produtos de origem animal chegou a R$ 2,18 bilhões no ano de 2025 no Rio Grande do Norte, um aumento nominal de 17,52% em relação a 2024 (R$ 1,85 bi). Leite e ovos de galinha responderam por quase 99% do valor de produção de origem animal do estado.
De acordo com o IBGE, a maior participação ficou com a produção de leite (51,15%), seguida de perto pela produção de ovos de galinha (47,79%). Mel de abelha (0,82%) e ovos de codorna (0,24%) completam a lista. Em todo o RN, foram produzidos mais de 440,2 milhões de litros de leite em 2025, um aumento de 11,60% na comparação com o ano anterior (394,5 milhões de litros), movimentando mais de R$ 1,11 bilhão em valor de produção.
A produção foi identificada em todos os municípios potiguares, com destaque em Caicó (R$ 94,51 milhões), em Nova Cruz (R$ 67,50 milhões) e em Jardim de Piranhas (R$ 50,92 milhões). Já a produção de ovos de codorna ficou distribuída em seis municípios potiguares, somando 2,6 milhões de dúzias e R$ 5,27 milhões em valor.
A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) reúne informações sobre os efetivos dos principais rebanhos do país e sobre a produção de produtos de origem animal, como leite, ovos de galinha e de codorna, mel, lã bruta, casulos do bichoda-seda e produtos da aquicultura, incluindo piscicultura, carcinicultura e malacocultura.
Por ser a principal fonte de estatísticas da pecuária brasileira, a pesquisa permite acompanhar a evolução da atividade, sua importância econômica e a distribuição espacial da produção no território nacional. Com abrangência nacional, a PPM produz resultados para o Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação e municípios, possibilitando identificar os principais polos pecuários e aquícolas do país e analisar a participação dos diferentes produtos no valor da produção regional e nacional.
Os resultados contribuem para o monitoramento do setor pecuário, sendo complementados por outras pesquisas agropecuárias do IBGE e por informações de comércio exterior, oferecendo um panorama abrangente da produção animal brasileira.
Produção de mel de abelha recua 24,13%
Em 2025, a produção de mel de abelha ficou em 924.457 kg no Rio Grande do Norte, um recuo de 24,13% ante o produzido no ano anterior (1.218.489 kg). A queda foi acompanhada pela redução no valor de produção, que chegou a R$ 17,78 milhões, 18,46% a menos que o montante de 2024 (R$ 21,81 milhões).
No Nordeste, Pernambuco (-32,84%), Ceará (-11,92%) e Piauí (-0,63%) também tiveram recuo na quantidade produzida de mel. Entre os municípios potiguares, 78 apresentaram redução da produção, contra 25 municípios que registraram aumento entre 2024 e 2025.
No quesito valor de produção, Apodi (R$ 2,92 milhões), Serra do Mel (R$ 874 mil) e Governador Dix-Sept Rosado (R$ 792 mil) foram os municípios do Rio Grande do Norte com as produções mais relevantes de mel em 2025.
Puxada pelo camarão, aquicultura potiguar movimenta mais de R$ 1 bilhão em 2025
A aquicultura do Rio Grande do Norte gerou mais de R$ 1 bilhão em 2025, um crescimento de 13,31% na comparação com 2024 (R$ 889,8 milhões). A maior parte desse montante teve participação do camarão, responsável por mais 77,65% do valor de produção do setor (R$ 782,87 milhões) e das larvas e pós-larvas de camarão, que responderam por 17,97% (R$ 181,18 milhões).
Em quantidade, a carcinicultura potiguar produziu quase 38 mil toneladas de camarão (37.978.491 kg) no último ano. Com o resultado, o RN manteve-se como segundo maior produtor de camarão do País em 2025, atrás do Ceará. Responsável por 5,15% da produção brasileira, o município de Pendências, no Oeste Potiguar, ficou em terceiro lugar no ranking nacional de municípios com maiores produções de camarão, atrás de Aracati (12,38%) e Jaguaruana (6,99%), ambos do estado do Ceará.
Em valor, as produções de camarão mais relevantes do RN ficaram em Pendências (R$ 177,62 milhões), em Canguaretama (R$ 126,72 milhões), em Arez (R$ 126 milhões) e em Senador Georgino Avelino (R$ 123,20 milhões). Além do camarão, a aquicultura potiguar também teve participação relevante da tilápia, com R$ 32,91 milhões (3,26%). Outros peixes somaram R$ 4 milhões (0,40%).
A pesquisa do IBGE também mostra o avanço da criação de ostras, vieiras e mexilhões no RN, com 310 toneladas produzidas em 2025 (310.000 kg), um aumento de 77,14% ante 2024 (175.000 kg). O valor de produção gerado pelo segmento quase dobrou no período, saindo de R$ 3,70 milhões em 2024 para R$ 7,26 milhões em 2025.
Rebanho bovino cresce e caprino diminui em 2025
O rebanho bovino do Rio Grande do Norte cresceu 8,63%, saindo de 1.376.932 cabeças em 2024 para 1.495.747 cabeças em 2025. No estado, os maiores efetivos estavam nos municípios de Caicó (54.698 cabeças), de Nova Cruz (45.000 cabeças) e de Santo Antônio (32.000 cabeças).
Por outro lado, o rebanho caprino do estado diminuiu 10,17%, saindo de 669.004 cabeças em 2024 para 600.971 no último ano. Mesmo com o recuo, o Rio Grande do Norte manteve-se com o sexto maior efetivo de caprino do Brasil em 2025. A pesquisa do IBGE também identificou recuos nos rebanhos equino (-2,48%), ovino (-0,62%) e bubalino (-0,12%) do RN.
Já os rebanhos suíno (1,05%), de galináceos (6,93%) e de codornas (3,76%) tiveram aumento entre os dois últimos anos.
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