No RN, mais de 91 mil famílias deixaram o programa. Segundo o governo, são famílias que saíram da pobreza por terem conseguido um emprego de carteira assinada ou por empreenderem. Esses lares tiveram a renda acima do limite da Regra de proteção
Bolsa Família é um programa de distribuição de renda
Da Redação do Jornal de Fato
Quase 380 famílias residentes em Mossoró deixaram o Programa Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026. Os dados são do Governo Federal e refletem o levantamento feito nesse período em que a atual gestão retomou o principal programa de distribuição de renda no país com o seu nome original.
Em todo o Rio Grande do Norte, 91 mil famílias deixaram o programa. Segundo o governo, são famílias que saíram da pobreza por terem conseguido um emprego de carteira assinada ou por empreenderem. Esses lares tiveram a renda acima do limite da Regra de Proteção ou já cumpriram o prazo previsto para permanência nessa modalidade.
Somente em maio de 2026, mais de 4 mil famílias tiveram os seus nomes retirados do programa social. A capital do estado, Natal, foi o município com maior número de desligamentos no período, com 862 famílias, seguido por Mossoró (379), Parnamirim (248), São Gonçalo do Amarante (220) e Macaíba (133).
Extremoz (131), Ceará-Mirim (97), Assú (83), Apodi (80) e Caicó (72) completam a lista dos dez municípios com mais famílias que superaram a pobreza no Rio Grande do Norte e deixaram o Bolsa Família.
Apesar da redução dos beneficiados pelo Bolsa Família, o Rio Grande do Norte ainda tem cerca de 465,7 mil famílias no programa federal. Só em Mossoró são 29.268 famílias contempladas.
Os dados mais recentes indicam que esse número engloba beneficiários distribuídos em todos os 167 municípios do estado, representando um investimento do Governo Federal que supera a marca de R$ 309 milhões mensais.
Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Os maiores números foram registrados em São Paulo (745,6 mil), Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).
Entre as capitais brasileiras, São Paulo registrou o maior número de famílias deixando o programa por aumento da renda em maio de 2026, com 7.312 desligamentos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (4.387), Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).
Renda do trabalho das pessoas mais pobres cresceu 10,7%
Criada no novo desenho do Bolsa Família, a Regra de Proteção garante uma transição segura para famílias que aumentam a renda. Mesmo após superar o limite de R$ 218 por pessoa da família, elas podem continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda familiar per capita permaneça abaixo de R$ 706.
“O novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
Dados do Caged cruzados com o Cadastro Único mostram que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por inscritos no CadÚnico.
“Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, afirmou Wellington Dias.
Estudo da FGV Social aponta ainda que a renda do trabalho das pessoas mais pobres cresceu 10,7% em 2025, acima da média nacional, impulsionada pela geração de empregos formais e pela Regra de Proteção do programa.
Redução do número de beneficiados por município somente em maio de 2026
1 – Natal: 862 famílias
2 – Mossoró: 379
3 – Parnamirim: 248
4 - São Gonçalo do Amarante: 220
5 – Macaíba: 133
6 – Extremo: 131
7 - Ceará-Mirim: 97
8 – Assú: 83
9 – Apodi: 80
10 – Caicó: 72
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