Márcio Dias, diretor financeiro, e Marcos Brasil, presidente Sindicato dos Petroleiros, apresentam m
Da Redação do Jornal de Fato
O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (SINDIPETRO-RN), Marcos Brasil, defende o retorno de investimentos da Petrobras no Rio Grande do Norte para revitalizar a produção de petróleo na Bacia Potiguar e, por consequência, reaquecer o mercado de emprego e renda em benefício da economia no estado.
A entidade sindical encampa duas frentes de luta para trazer a Petrobras de volta. São os manifestos em defesa da exploração e produção de petróleo na Margem Equatorial e em defesa dos investimentos na Bacia Potiguar. O Sindipetro-RN apresenta as duas oportunidades como o caminho viável para a retomada dos investimentos da estatal no Rio Grande do Norte.
A Petrobras obteve licença do Ibama para perfurar o poço Mãe de Ouro na Bacia Potiguar, previsto para iniciar em julho de 2026. Localizado em águas profundas (52 km da costa, +2 mil metros de profundidade), é considerado estratégico para a Margem Equatorial, podendo elevar a produção do Rio Grande do Norte a quase 100 mil barris/dia.
O poço Mãe de Ouro é visto como um marco para o retorno da Petrobras ao estado com foco em novas descobertas em águas profundas. O projeto faz parte da renovação da exploração offshore no estado.
Em relação à oportunidade em terra, Marcos Brasil destaca que o Rio Grande do Norte tem blocos exploratórios, que têm petróleo, mas nunca foi produzido. Esses blocos, localizados na região de Mossoró e da Costa Branca, nunca foram ofertados pela Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP). “São 41 blocos públicos, aguardando apenas a manifestação de empresas interessadas para que a ANP realize as ofertas”, diz o presidente do Sindipetro-RN, ao defender que a Petrobras participe e ganhe o leilão para voltar a produzir em terra no estado.
O diretor financeiro da entidade sindical, Márcio Dias, ressalta que o Sindipetro-RN está fazendo a sua parte e reforçando a luta junto à Petrobras, inclusive tendo sido recebido em audiência pela presidente da estatal, Magda Chambriard, a pedido da governadora Fátima Bezerra. “Apresentamos o nosso manifesto, que tem o apoio da bancada federal do Rio Grande do Norte, e a presidente Magda Chambriard mostrou-se sensível a nossa luta”, disse.
Para Marcos Brasil, a retomada de investimentos da Petrobras é urgente e necessária para a economia do estado. E aponta que a saída de mais de 90% da estatal do RN provocou enormes prejuízos a partir da queda da produção de petróleo. “Em dezembro de 2025, registramos a menor produção de petróleo no RN nos últimos 40 anos, com 33 mil barris por dia”, revela, para ressaltar que nos bons tempos o estado chegou a produzir 120 mil barris de petróleo por dia.
O presidente argumenta que a produção de petróleo depende das chamadas supermajors, termo utilizado para descrever as grandes petrolíferas, por isso, ele entende que a retomada da indústria de petróleo potiguar só acontecerá com o retorno de investimentos da Petrobras.
“Estudos recentes do Dieese mostram que a produção de petróleo nunca cresce apenas com empresas menores. Baseado nisso estamos lutando pela volta da Petrobras, por sua capacidade de investimentos e por sua importância para a bacia potiguar.”
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