Por Edinaldo Moreno - Repórter do Jornal de Fato
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou nesta quarta-feira (26) novos dados do Censo Demográfico 2022, abordando a frequência escolar e o nível de instrução da população brasileira. A pesquisa traz dados dos quatro principais municípios do Rio Grande do Norte observando que a frequência de crianças de até 5 anos em instituições de ensino variou conforme a modalidade e a região. Mossoró se destacou na faixa etária de 4 a 5 anos na creche.
De acordo com o levantamento, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte registrou a maior taxa nesta faixa etária chegando a 31,59%, índice bem acima da média potiguar (26,50%), de São Gonçalo do Amarante (21,59%), Parnamirim (21,53%) e de Natal (20,60%). Já na mesma faixa etária, mas na pré-escola, Mossoró ficou abaixo das outras três cidades mencionadas e também da média do RN.
Com relação à faixa etária de 0 a 3 anos, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte obteve percentual de 28,69%, ficando à frente apenas da capital do estado no quesito.
A frequência de crianças de até 5 anos em instituições de ensino variou conforme a modalidade e a região, como revelaram os dados do Censo Demográfico 2022. No Brasil, 36,31% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam creches, enquanto 38,90% das de 4 a 5 anos estavam na pré-escola. No Nordeste, esses percentuais foram menores para creches (29,10%) e maiores para pré-escolas (41,65%).
No Rio Grande do Norte, 32,55% das crianças de 0 a 3 anos estavam em creches, percentual superior ao do Nordeste, mas inferior ao nacional. Já na faixa de 4 a 5 anos, 32,40% frequentavam a pré-escola, abaixo das médias regional e nacional. Entre os municípios analisados, Natal se destacou na frequência de crianças nessa faixa etária no ensino fundamental (11,9%). São Gonçalo do Amarante teve o maior percentual de crianças de 4 a 5 anos na pré-escola (40,03%), enquanto Parnamirim apresentou a maior frequência de crianças de 0 a 3 anos no ensino fundamental (9,22%).
No contexto nacional, o Rio Grande do Norte apresentou taxas de frequência acima da média do Nordeste na maioria dos grupos etários, com destaque para crianças de 4 a 5 anos (91,83%) e jovens de 15 a 17 anos (87,49%), superando tanto a média nordestina (85,74%) quanto a nacional (85,25%). Além disso, a taxa de frequência entre jovens de 18 a 24 anos no estado (32,10%) foi superior às médias nacional (27,68%) e nordestina (26,70%), sugerindo maior acesso ao ensino superior ou técnico.
Entre os municípios analisados, São Gonçalo do Amarante registra a maior taxa para 6 a 14 anos (99,02%), enquanto Parnamirim se destaca na faixa de 15 a 17 anos (90,81%) e na frequência de adultos (9,15%). Já Natal apresenta uma taxa relativamente alta para 18 a 24 anos (38,06%), semelhante a Parnamirim (38,64%).
Segundo o sexo, os dados mostraram que, no Brasil, a taxa bruta de frequência escolar foi ligeiramente maior entre homens (26,92%) do que entre mulheres (26,02%). No Nordeste, essa diferença persistiu em 2022, com 28,01% para homens e 26,89% para mulheres. No Rio Grande do Norte, a taxa seguiu o mesmo padrão: 28,09% para homens e 26,91% para mulheres. Entre os municípios analisados, São Gonçalo do Amarante apresentou os maiores índices, com 31,06% para homens e 30,08% para mulheres. Parnamirim também registrou taxas elevadas (30,25% e 28,60%, respectivamente). Natal apresentou a menor taxa para mulheres (25,91%), enquanto Mossoró teve a menor para homens (28,98%).
Os resultados divulgados abrangem o Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação e Municípios, com desagregações por cor ou raça, sexo e idade, sendo considerados preliminares e sujeitos a futuras atualizações. Nesta síntese, além dos recortes Brasil, Nordeste e Rio Grande do Norte, serão destacados os municípios potiguares com mais de 100 mil habitantes, além do posicionamento dos demais municípios para alguns indicadores.
CONCLUSÃO
Observou-se que, no Brasil, 0,97% dos homens e 0,61% das mulheres entre 18 e 24 anos não concluíram o ensino fundamental ou não tinham instrução, faixa etária em que se espera a finalização do ensino básico. No Nordeste, esses percentuais foram mais elevados, atingindo 1,40% entre os homens e 0,83% entre as mulheres. No Rio Grande do Norte, a situação foi ainda mais acentuada, com 1,51% dos homens e 0,95% das mulheres nessa condição, superando as médias nacional e regional.
Em Natal, Mossoró e Parnamirim, observou-se a mesma tendência, com maior percentual de homens sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. O cenário reflete desigualdades educacionais e pode indicar maiores dificuldades de permanência na escola, especialmente entre os homens, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à conclusão do ensino básico e redução da evasão escolar.
Diferenças foram observadas na conclusão do ensino superior entre os municípios do Rio Grande do Norte. Parnamirim liderou com 26,19% da população com nível superior completo, seguido por Natal (22,45%) e Mossoró (17,77%). Caicó e Pau dos Ferros também apresentaram percentuais elevados. Por outro lado, municípios como Sítio Novo (2,81%), Ielmo Marinho (2,85%) e Jardim de Angicos (2,94%) possuíam os menores índices.
A diferença entre homens e mulheres se mantém expressiva, reforçando a maior presença feminina na educação superior em todo o estado. Em todos os locais, o percentual das mulheres é superior à dos homens.
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