Município fechou o mês de janeiro com um saldo negativo de 298 empregos formais. O setor de serviços foi o principal responsável por este número, uma vez que realizou 1.401 admissões e 1.610 demissões, gerando um saldo negativo de 209 empregos.
Por Amina Costa - Jornal de Fato
Dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que o município de Mossoró fechou o mês de janeiro com um saldo negativo de 298 empregos formais. O setor de serviços foi o principal responsável por este número, uma vez que realizou 1.401 admissões e 1.610 demissões, gerando um saldo negativo de 209 empregos.
Este é o segundo mês consecutivo que o setor de serviços demite mais do que contrata. Em dezembro de 2024, o saldo de empregos gerados pelo setor chegou a ser de - 393, o maior registrado desde maio de 2020, início da pandemia (- 501). O desempenho apresentado no mês de janeiro também está entre os piores do setor de serviços desde a pandemia, sendo melhor, apenas, do que os meses de dezembro de 2024 (- 393) e dezembro de 2020 (-349).
Além do setor de serviços, o setor agropecuário de Mossoró também apresentou saldo negativo de emprego no primeiro mês de 2025. Com 133 admissões e 259 desligamentos, o setor fechou o mês de janeiro com 126 postos de trabalho a menos. Este é o segundo mês seguido que o setor registra um número maior de demissões, comparado ao de admissões.
Em dezembro, a agropecuária mossoroense registrou saldo negativo de 133 empregos, iniciando o período em que o número de demissões supera o de admissões. Historicamente, nos primeiros meses do ano, o setor apresenta queda no número de admissões, alcançando saldos positivos em meados de junho.
O setor do comércio também vem amargando queda no número de contratações desde dezembro de 2024, quando fechou o mês com saldo negativo de 29 empregos. Em janeiro deste ano, o setor também apresentou saldo negativo, desta vez, de 50 empregos formais, resultado de 726 admissões e 776 desligamentos. Este é o pior índice do comércio de Mossoró desde abril de 2023, quando apresentou saldo negativo de 71 empregos.
Entre julho de 2023 e novembro de 2024, o comércio de Mossoró apresentou números satisfatórios, nos quais as contratações superaram os desligamentos. Durante esse período, apenas nos meses de janeiro e junho de 2024 o setor teve saldos negativos de empregos sendo, - 8 e - 4, respectivamente.
No mês de janeiro de 2025, apenas os setores da indústria e da construção civil conseguiram mais admitir do que demitir funcionários. Na indústria, foram criados 72 novos postos de trabalho, superando o saldo negativo de - 14 registrado em dezembro de 2024. Desde janeiro de 2024, o setor vem conseguindo manter uma média positiva de empregos criados no município.
Já a construção civil, que fechou o mês de janeiro com 15 novos postos de trabalho, apresentou o primeiro saldo positivo dos últimos três meses. Em novembro e dezembro de 2024, a construção civil de Mossoró amargou consideráveis quedas, com saldos negativos de 92 e 130 empregos, respectivamente. Entre março e outubro de 2024, o setor conseguiu bons índices de contratações, mantendo saldos positivos de empregos com carteira assinada.
Agropecuária e Comércio foram os setores que mais demitiram no RN
Os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostraram que o estado do Rio Grande do Norte fechou o mês de janeiro com um saldo negativo de empregos. Diante de 19.694 admissões e de 20.322 desligamentos, o RN fechou o primeiro mês do ano com um saldo de - 628 empregos formais.
O saldo é consequência do grande número de demissões ocorridas nos setores de agropecuária e comércio. Na agropecuária, o Rio Grande do Norte registrou um saldo de - 620 empregos formais, enquanto no comércio, o saldo foi de - 581 empregos, o pior índice registrado desde janeiro de 2022.
Os setores da indústria e de serviços também apresentaram saldos negativos de emprego no primeiro mês de 2025. No caso do setor de serviços, que teve saldo de -16 empregos, o desempenho foi melhor do que o registrado em dezembro, quando o estado perdeu 974 postos de trabalho. Já a indústria apresentou saldo negativo pelo segundo mês consecutivo, atingindo um déficit de -192 empregos formais.
O único setor econômico que apresentou saldo positivo no RN foi o da construção civil, com 781 novos empregos gerados. O desempenho marca a recuperação do setor em relação aos meses de novembro e dezembro de 2024, quando foi realizado um grande número de demissões.
Em todo o Brasil, o saldo de 137.303 empregos formais em janeiro de 2025. Do total, 71,1% são postos típicos, enquanto 29% são não típicos, incluindo principalmente contratos por pessoas físicas na agricultura - os CAEPF (21.966), aprendizes (12.421) e trabalhadores com jornada de até 30 horas semanais (10.979).
O emprego cresceu em quatro dos cinco principais setores da economia. A Indústria liderou a geração de vagas, com 70.428 novos postos no mês. Em seguida, vieram os Setores de Serviços (45.165), Construção Civil (38.373) e Agropecuária (35.754). Apenas o comércio apresentou saldo negativo, com a perda de 52.417 empregos.
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