Exames de prevenção são importantes para o diagnóstico cedo
Da Redação do Jornal de Fato
Outubro é tradicionalmente marcado por ações de conscientização relacionadas ao câncer de mama, período que amplia a circulação de informações sobre a doença e chama atenção para os cuidados ao longo da jornada de saúde. Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, celebrado nesta segunda-feira, 19, serve de alerta para o aumento de casos e para as medidas de prevenção que devem ser adotadas.
A discussão também envolve o câncer do colo do útero, outro tipo de tumor que afeta a população feminina. Embora tenham características distintas, as duas doenças estão entre os tipos de câncer que demandam atenção em diferentes momentos, desde a identificação de possíveis alterações até a confirmação diagnóstica e o tratamento.
As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam 78.610 novos casos de câncer de mama e 19.310 de câncer do colo do útero no Brasil ao longo de 2026, totalizando 97.920 ocorrências previstas para o ano.
No Rio Grande do Norte, são estimados 1.160 novos casos de câncer de mama e 330 de câncer do colo do útero, o que corresponde a 1.490 novos casos no estado. Os dados integram as estimativas do INCA para 2026, publicação que reúne o número de casos novos de câncer por 100 mil habitantes.
Mortalidade
Os registros do Ministério da Saúde acrescentam outro indicador à análise. De acordo com o Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10, o câncer de mama provocou 21.848 mortes no Brasil em 2025, sendo 362 no Rio Grande do Norte. Em 2026, os registros disponíveis somam 13.622 óbitos no país e 229 no estado.
Para o câncer do colo do útero, foram registradas 7.455 mortes no Brasil em 2025, das quais 100 ocorreram no Rio Grande do Norte. Em 2026, o painel contabiliza 4.567 óbitos no país e 78 no estado.
O câncer de mama e o câncer do colo do útero podem não apresentar sinais ou sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância do rastreamento regular, mesmo quando a mulher se sente bem. Para o câncer de mama, a mamografia é o principal exame de rastreamento. Já para o câncer do colo do útero, a prevenção inclui exames capazes de identificar alterações antes do desenvolvimento da doença, como o teste de DNA-HPV e, conforme as recomendações, o exame citopatológico (Papanicolau).
Embora não sejam suficientes para estabelecer um diagnóstico, sinais como caroço na mama ou na axila, alterações na pele ou no mamilo, sangramento vaginal anormal e dor pélvica persistente merecem avaliação médica. A investigação precoce de possíveis alterações e a continuidade do cuidado são fundamentais para identificar a doença no momento adequado e orientar o tratamento.
Tags: