Thiago Mendes, do Vasco, comemora gol contra o Olimpia, pela Copa Sul-Americana
Por João Guerra — ge
Um presente de aniversário. Depois da dura derrota para o Santos no domingo, o Vasco deu uma resposta rápida e conseguiu uma classificação contundente na Copa Sul-Americana, com goleada por 4 a 1 sobre o Olimpia, em pleno Defensores del Chaco lotado. Assim, o torcedor vascaíno acordará nesta sexta-feira, quando o clube completa 128 anos, com o alento de uma ótima atuação e a esperança acesa por um título internacional que ainda não aconteceu neste século.
Das boas notícias da noite, a principal certamente está na atuação ofensiva e o reencontro com o caminho dos gols. Em mente, claro, o frágil nível técnico do adversário, bem aquém da história do tradicional clube paraguaio, tricampeão da Libertadores e campeão mundial.
O time de Pedro Emanuel precisava urgentemente selar a paz com as redes, como o próprio treinador reconheceu na entrevista coletiva após o jogo, sobretudo para superar a situação delicadíssima no Campeonato Brasileiro. Eram quatro jogos sem marcar nos últimos cinco compromissos na temporada.
A disparidade técnica entre as duas equipes, porém, era nítida. Já havia sido clara no jogo da ida em São Januário, mas o Vasco havia esbarrado na ineficácia ofensiva, em meio ao grande volume de jogo produzido. Caso houvesse balançado as redes em pelo menos uma das 21 finalizações na ocasião, a classificação poderia teria sido ainda mais fácil no Paraguai.
O Defensores del Chaco lotado e a bonita festa da torcida paraguaia poderiam sugerir um jogo difícil ao Vasco. No entanto, logo nos primeiros minutos, a equipe carioca conseguiu controlar as ações e teve chance de abrir o placar ainda aos seis minutos, mas Andrés Gómez desperdiçou finalização cara a cara.
Nem mesmo o golaço de Matus para abrir o placar para os donos da casa pouco tempo depois modificou muito o panorama do jogo. Ainda no primeiro tempo, o Vasco conseguiu a virada com Thiago Mendes — por muito, o melhor em campo na partida — e David.
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Adson comemora gol do Vasco contra o Olimpia — Foto: AFP
Se na primeira etapa o jogo era franco, com o Olimpia ainda impulsionado pela força da arquibancada, no segundo tempo só deu Vasco, mais confortável sem a obrigação de propor o jogo. A equipe de Pedro Emanuel foi letal nas transições rápidas e construiu a goleada com gols de Adson e de Spinelli. E o placar poderia ter sido mais elástico, mas o time esbarrou em muitas chances claras desperdiçadas.
A classificação mantém o Vasco vivo nas duas Copas e reafirma o lado copeiro ostentado pelo time nos últimos anos. É apenas a terceira vez na história que o clube avança às quartas de final de uma competição da Conmebol e da Copa do Brasil no mesmo ano. Antes, apenas em 1998 e em 2011 isso havia ocorrido — e em ambos com um título vascaíno no fim.
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Jogadores do Vasco contra o Olimpia na Sul-Americana — Foto: AFP
Um resultado importante por evidenciar pontos positivos do trabalho de Pedro Emanuel, que corriam o risco de ser pulverizados após a dura derrota para o Santos, e sobretudo para retomar a confiança para o que realmente importa: o Campeonato Brasileiro. A equipe terá uma dura missão pela frente, no próximo domingo, contra o líder Palmeiras, fora de casa. Com a corda no pescoço, pontuar em São Paulo é primordial para aliviar a fortíssima pressão da zona de rebaixamento. E a grande atuação no Paraguai pode servir justamente como gás em busca do resultado positivo.
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