Segunda-Feira, 22 de June de 2026

Postado às 16h30 | 22 Jun 2026 | redação Martinelli cita calor na Copa do Mundo e diz: "Premier League é mais intensa"

Crédito da foto: Reprodução Martinelli pode substituir Raphinha? Ponta do Arsenal analisa disputa

Por Bruno Cassucci e Cahê Mota — ge

Jogador do Arsenal há sete temporadas e campeão da Premier League na última, Gabriel Martinelli não hesitou. Ao comparar o Campeonato Inglês com a atual edição da Copa do Mundo, o ponta da Seleção disse que a liga inglesa é mais intensa que o torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. Mas culpou o calor na América do Norte para isso.

– Acho que não. A Premier League é muito intensa, mas pelo calor, acaba que os jogadores não conseguem botar o mesmo nível da Liga que joga (na Copa do Mundo). Às vezes, (o jogador) não está acostumado a jogar com os jogadores (da seleção), mas acho que a Premier League continua sendo mais intensa do que essa Copa, até pelo calor e os campos que a gente vem jogando. Mas com certeza continua sendo uma Copa muito bonita, com jogos de qualidade e alta intensidade.

Ponta esquerda no Arsenal, Martinelli foi perguntado se ele se enxerga como um possível substituto de Raphinha, que sofreu lesão na coxa direita. O jogador, que entrou durante o segundo tempo na vitória contra o Haiti, admitiu que prefere atuar pela esquerda. Mas está à disposição para qualquer setor.

– Primeiro, a gente fica triste pelo que aconteceu com o Rapha e reza para que consiga voltar o mais rapidamente possível. A gente tem muitos jogadores de qualidade ali na frente, eu prefiro jogar na esquerda. Mas no Arsenal já fiz bastante a direita, fiz um pouco no jogo contra a França com o Ancelotti pela direita. Deixar nas mãos do professor, ele quem decide. Todos estamos dando o nosso melhor, mas a decisão é do Mister.

 

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Qualidades da Escócia

– Vai ser um jogo difícil, eles têm muitos jogadores de qualidade. Tem o McGinn, que a gente sempre enfrenta com o Aston Villa, o Robertson, do Liverpool (se transferiu para o Tottenham após o fim da temporada). Com certeza eles vão vir com tudo para tentar ganhar da gente, mas a gente está treinando bastante, vai ser um grande jogo, espero que a gente consiga sair com a vitória.

Por que é bom se classificar em primeiro e se manter nos Estados Unidos?

– Com certeza queremos ir em Miami e ganhar o jogo para classificarmos em primeiro. Continuar no hotel aqui com todas as facilidades que tem aqui é muito melhor. Se a gente classificar em segundo tem que ir para o México acaba mudando toda a programação. Nossa mentalidade é ganhar e continuar aqui por todos os benefícios que temos aqui. CT é muito bom, o hotel também, tem muita coisa aqui para a gente fazer juntos. Com certeza essa é nossa mentalidade.

O que muda em relação a jogar pela esquerda ou direita?

– É muito diferente, cada time tem um jeito de jogar. Quando jogo na ponta direita no Arsenal é completamente diferente de jogar na ponta direita daqui. Depende de quem estiver do meu lado aqui, da formação que a gente vai usar. É muito mais fácil estar na ponta direita, levar para o fundo e cruzar. Ou ir mais para dentro para ter a passagem do lateral, então depende muito da formação e de quem está jogando ao meu lado.

Duas grandes dúvidas: quem substitui Raphinha e se Neymar vai jogar. Houve alguma simulação?

– Isso vai ter que perguntar para o Mister amanhã, não posso citar nada (risos).

Você falou que prefere jogar na esquerda. Se Ancelotti falar "joga na direita", qual vai ser sua resposta?

– Eu disse que eu prefiro jogar na esquerda, mas, como citei, joguei muito no Arsenal duas temporadas atrás porque o Saka machucou, mas faço tranquilamente. Se ele falar para jogar de lateral-direito eu digo "Claro, Mister, pode colocar".

Nível de intensidade de Neymar

– Ele está em um nível muito alto, a gente fez um treinamento. Todo mundo sabe a qualidade que ele tem, sem palavras. Sobre intensidade, a gente vê que ele está querendo muito e fica feliz de ter um jogador como ele ao nosso lado, disponível e com a vontade que ele está tendo também.

 

Amizade com Tierney, ex-companheiro de Arsenal

– Ele é meu cara. Quando cheguei, ele chegou no mesmo ano se não estou enganado. Ele é muito gentil, humilde também, muito rápido também. Costumávamos brincar sobre quem era mais rápido nos treinos. Na minha opinião, era ele. Ele é ótimo, está indo bem na Escócia agora. Espero que ele não jogue tão bem contra nós, mas estou sempre torcendo por ele.

Jogos serão simultâneos. Preferem saber o resultado ou não serem informados?

– Desde o princípio nosso primeiro objetivo era classificar em primeiro, eu prefiro não saber de nenhuma informação do outro jogo, só focar no nosso e dar o melhor em campo que as coisas vão correr bem. Mas como disse com certeza nosso objetivo é classificar em primeiro.

Trabalha com Mikel Arteta no Arsenal e agora com Ancelotti. Encontra similaridades ou precisa virar a chave?

– O estilo dos dois é bem diferente. Quando chego aqui tenho que mudar a chave, mas são dois grandes treinadores que fico feliz e honrado de poder estar trabalhando com eles.

Entrosamento e química com Vini Jr.

– Com certeza. Se perguntar para todos os jogadores do mundo se vão ficar felizes de jogar com o Vini, eles vão dizer que sim. A gente fica muito feliz de poder jogar com tantos grandes jogadores. Com o Vini, o Rapha, o Ney, o Cunha. A gente gosta de se movimentar na frente, fazer tabelas. Precisamos de todo mundo. Não entrei no primeiro jogo, no segundo tive alguns minutos, tento sempre estar preparado, manter a cabeça tranquila e se estiver oportunidade estar preparado. Tento passar isso para a rapaziada também. Copa do Mundo é tiro curto. Você pode não jogar os três primeiros jogos, mas por conta de cartão, lesão, você entra em quartas de final, acaba fazendo gol de classificação e acaba sendo muito importante. Então todo mundo tem que estar preparado.

Importância de os jogadores estarem reunidos por tanto tempo

– É muito importante. Todo mundo está sempre brincando, jogando cartas o dia inteiro, tem videogame lá embaixo, todo mundo está sempre junto, acho que isso torna o ambiente bem leve. Estamos sempre brincando, zoando um ao outro. Ainda tem muitos dias e teremos um mês, se Deus quiser, até a final. Vamos continuar o que temos feito. Jogando cartas, jogos no videogame, para o tempo passar. E se está todo mundo bem fora as coisas fluem bem dentro de campo.

Estão prontos para correrem 10% a mais para potencializar o Neymar quando ele estiver pronto para jogar?

– Acho que a gente correria 20%, 30% a mais para poder potencializar o Ney o Vini, quem quer que seja. Eu sempre tento me doar ao máximo e fazer o que precisar fazer, se precisar defender linha de cinco, defendendo com lateral ali. A gente está se doando bastante. A gente quer ganhar a Copa, sabemos da capacidade que temos e acho que a gente correria sim 20%, 30% a mais para potencializar.

Muda a forma de jogar do ponta pela direita sabendo que o lado esquerdo escocês é forte?

– Acho que a gente tem que focar no nosso plano de jogo, no que temos que fazer na nossa formação e depois você acaba adaptando um pouco com jogadores da outra equipe. Se um gosta mais de cruzar, se outro gosta mais de correr. Mas temos que focar no nosso papel e não focar tanto no adversário.

Impressão de que o Brasil joga com mais pressão contra seleções de alto nível. Como estão trabalhando a parte mental?

– Acho que todo mundo no grupo está acostumado com jogos grandes, todos jogam em grandes ligas, grandes clubes. Nossa principal meta é classificar em primeiro, claro que quando você vai para um jogo grande contra grandes seleções você se prepara melhor, acaba pensando um pouco mais, mas a gente está preparado, tem um grupo de muita qualidade. Primeiro temos que focar em passar em primeiro e depois a gente pensa em outro adversário.

O que é importante?

– A gente sabe da importância da Copa do Mundo para o Brasil, muito feliz de passar meu aniversário aqui. Espero que a gente esteja aqui no dia 19 de julho para a final e que a gente possa ser campeão da Copa. Vai ser um presentão, não só para mim, mas para todos os brasileiros.

O que falta para convencer Ancelotti que você merece uma vaga no time?

– Isso eu deixo para ele, é opção do Mister, da comissão. O que posso fazer quando estou com o Arsenal é dar o meu melhor, ajudar a equipe com gols, assistências e boas atuações. Aqui também diariamente nos treinos dar o meu máximo e mostrar para ele que estou preparado, independentemente se para começar ou para entrar no segundo tempo, estou preparado.

Qual o desejo que vocês tem de retribuir toda essa estrutura que a CBF oferece? Como devolver isso em campo?

– Eles sabem da nossa gratidão por tudo que fazem por nós, todo esforço que fizeram para ter esse hotel, nosso CT. Tudo é incrível. O jeito que podemos responder é dentro de campo, é ganhar jogos, e ganhar essa Copa do Mundo. Acho que eles ficariam bem felizes com isso. Isso seria perfeito.

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