Pressionada por recuo na produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, indústria do Ri
A produção industrial do Rio Grande do Norte recuou 13,6% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, maior queda observada no Brasil para o período. O resultado foi pressionado pela queda na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-27,8%).
As informações são Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Regional, divulgada hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em abril, a pesquisa também voltou a registrar recuo na fabricação de produtos alimentícios (-1,7%). O segmento havia tido variação positiva em março (2,2%), após os dois meses de quedas consecutivas observadas em janeiro (-7,1%) e fevereiro (-17,4).
O analista do IBGE, Bernardo de Almeida, detalha que o desempenho do estado foi “puxado pelo setor de derivados do petróleo, com queda, principalmente, na produção de óleo diesel, e pelo setor de alimentos, em menor magnitude, com queda na produção de castanha de caju beneficiada, sorvetes, picolés e produtos gelados comestíveis e balas e outros confeitos sem cacau”.
Por outro lado, a confecção de artigos do vestuário e acessórios (56,0%) e as indústrias extrativistas (16,3%) apresentaram crescimento no quarto mês do ano, em relação a abril do ano passado.
Na mesma base de comparação, a indústria nacional cresceu 2,7%, com altas em doze dos 18 locais pesquisados pelo IBGE. Com taxas de dois dígitos, Espírito Santo (32,9%) e Rio de Janeiro (10,1%) tiveram os maiores crescimentos.
Na contramão do cenário potiguar, a indústria capixaba foi impulsionada, principalmente, pelas indústrias extrativas (petróleo, minério de ferro e gás natural). No Rio de Janeiro, além das extrativas de petróleo e gás, também foi destaque a produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis.
Além do Rio Grande do Norte (-13,6%), os demais resultados negativos de abril vieram do Maranhão (-5,4%), do Amazonas (-4,2%), de Pernambuco (-3,8%), do Pará (-2,8%) e do Ceará (-0,4%).
Acumulada no ano e em 12 meses
A variação acumulada até abril de 2026, em relação ao mesmo período de 2025, seguiu a tendência dos três primeiros meses do ano, com números negativos nas indústrias extrativistas (-5,6%), na fabricação de produtos alimentícios (-6,2%) e na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-29,9%). Apenas confecção de artigos do vestuário e acessórios (41,5%) segue com resultados positivos no acumulado do ano. Como resultado, a indústria geral teve recuo de 17,9% no período.
Na variação acumulada em 12 meses, em relação ao período de anterior de 12 meses, os números positivos foram observados nas indústrias extrativistas (9,2%) e na confecção de artigos do vestuário e acessórios (50,2%). No mesmo período, o indicador ficou negativo na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-24,2%) e fabricação de produtos alimentícios (1,4%). Com isso, a indústria geral apresentou queda de 12,4% no acumulado em 12 meses.
Sobre a PIM-PF Regional
A Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Divulgação Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.
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