Em suas dependências também nasceu a Academia Campo-grandense de Letras e Artes
Da Redação do Jornal de Fato
Um dos mais importantes projetos privados de educação e cultura do interior do Rio Grande do Norte completa três décadas de atuação neste mês. O Instituto Gentil (IG), sediado em Campo Grande, no Médio Oeste potiguar, celebra seus 30 anos de fundação com uma programação especial no próximo dia 22 de julho, coroando uma semana de homenagens que reunirá autoridades, parceiros, ex-alunos, educadores e representantes da comunidade.
Criado em 1996 pelo empresário Antônio Gentil, o Instituto teve origem no Espaço Cultural Cleto Souza, idealizado por Antônio Gentil, Marluce Gentil, Graça Souza e a professora Neuraci Vieira. O projeto começou de forma modesta, com uma biblioteca formada por cerca de 300 livros doados, mas logo ampliou sua atuação para as áreas de educação, cultura, empreendedorismo e preservação da memória local.
Ao longo desses 30 anos, o Instituto tornou-se um dos principais espaços de formação cultural do interior potiguar. Além de cursos de informática, música, teatro, balé, inglês e empreendedorismo, promove oficinas, cineclube, clube do livro e atividades voltadas ao desenvolvimento de crianças e jovens. Em suas dependências também nasceu a Academia Campo-grandense de Letras e Artes (ACLA), além de projetos que contribuíram para revelar talentos como os músicos Wendel André e Grácio Zaqueu, que iniciaram sua trajetória artística na Escolinha de Flauta Doce do Instituto e hoje são reconhecidos internacionalmente.
Desde 2021, o Instituto funciona em uma moderna sede que preservou a fachada da antiga residência do poeta Cleto Souza e reúne biblioteca, museu, pinacoteca, brinquedoteca, auditório e salas destinadas à educação e à cultura. A instituição mantém parcerias com organizações como a Universidade de Brasília (UnB) e a Junior Achievement, desenvolvendo projetos nas áreas de empreendedorismo, educação financeira, inovação e sustentabilidade.
Para Antônio Gentil, fundador e mantenedor da instituição ao lado da família, o Instituto nasceu do compromisso de contribuir para o desenvolvimento de sua terra natal. "Quando descobri que Campo Grande figurava entre os municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano do Estado, entendi que precisava fazer alguma coisa. Reuni Marluce Gentil, Graça Souza e a professora Neuraci Vieira e criamos o Espaço Cultural Cleto Souza, embrião do Instituto Gentil. Trinta anos depois, continuamos acreditando que o conhecimento é o caminho mais seguro para transformar vidas", afirma.
A programação comemorativa tem início nesta segunda-feira,20, e vai até a sexta-feira, 24, com homenagens, apresentações culturais e encontros entre pessoas que ajudaram a construir a história da instituição. Na quarta-feira, 22, o roteiro ganha realce mais solene. A celebração marca não apenas os 30 anos do Instituto Gentil, mas também o reconhecimento de um projeto que se tornou patrimônio cultural e educacional de Campo Grande e referência de transformação social para todo o Rio Grande do Norte.
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